Deixei todas as correspondências no endereço da minha mãe, no Rio, exceto uma: a conta de celular que estava em meu nome, mas era meu irmão quem usava a linha.
Depois de meses que já estava lá, a conta nunca chegava e então resolvi perguntar para o carteiro que entregava as correspondências no restaurante o que poderia estar acontecendo.
Segue o diálogo entre mim e o carteiro:
Eu: - tudo bem? É você quem entrega as correspondências na área da Baía Formosa? (região onde morava)
Carteiro: - não senhora. Nós não entregamos correspondências lá.
Eu: - como assim não entregam correspondências lá? Você quer dizer que não é você, mas outro carteiro?
Carteiro: - não. Nós não entregamos mesmo. Nós só entregamos cartas e encomendas do pórtico pra cá (referindo-se da entrada da cidade até o centro). Do pórtico pra lá, a gente não entrega.
Eu: - e como eu faço para receber minhas cartas?
Carteiro: - a senhora tem que ir buscar lá no centro de distribuição da Rasa. (isso quer dizer quase 10 km de distância da minha casa....)
Eu: - ah tá. Obrigada. (agradeci sem acreditar que nos dias de hoje os correios ainda não fazem entregas em todos os lugares.)
Me lembrei de uma coisa... Vocês devem estar curiosos para saber o lugar. O nome da cidade é Armação dos Búzios, ou simplesmente Búzios para os mais íntimos. Isso mesmo. É aquela cidade que aparece na novela das 8h...
Conclusão da história: Búzios é quase igual a Favela da Rocinha no quesito correios. A diferença é que lá os carteiros entregam as correspondências num centro comunitário e os próprios moradores se encarregam da distribuição das cartas. Em Búzios, temos que nos deslocar 20 km para ir buscá-las....


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