sábado, março 20, 2010

Rio de Janeiro: um verdadeiro caso de amor

 

 


Durante os quase três anos em que morei fora da cidade, ficava contando os dias para vir aqui, mesmo que fosse para resolver problemas do trabalho e sempre correndo.

Mas todas as vezes que vinha, abria um mega sorriso quando chegava na Ponte Rio-Niterói.

Nesse tempo, não tive nenhum final de semana livre, nem férias, nem feriado. Nada de divertimento. Só trabalho e muito estresse.

Quando eu resolvi voltar para o Rio, no meu primeiro final de semana sem trabalho, fui fazer uma trilha até o primeiro morro do Pão-de-Açucar. Quando cheguei lá, mal cabia em mim mesma, de tanta felicidade. Cheguei lá em cima com a lingua arrastando no chão de tão cansada, mas o sentimento de liberdade e felicidade superava todo o esforço e cansaço. Ver a cidade Maravilhosa aos meus pés, com toda a sua beleza, era como acordar de um pesadelo ruim. Não sei explicar o que senti.Parecia uma criança quando ganha um brinquedo novo.

Mesmo com todos os problemas que temos aqui, e que não são poucos, a cidade é demais. É sempre ótimo dar um mergulho no mar, pedalar na praia, tomar um café da manhã no Parque Lage, respirar o ar do Jardim Botânico, tomar uma ducha geladinha nas Paineiras... As opções de passeios gratuitos ou quase de graça, são muitas.

E eu não me canso de admirar cada cantinho. Quando passo em alguns lugares-chave, tipo Aterro do Flamengo, Lagoa, Orla da Zona Sul, etc, sempre agradeço por poder enxergar e viver num lugar com tantas belezas naturais.

O fato é: entre mim e o Rio, existe um enorme caso de amor. Eu amo esse lugar e cada dia que passa, fico mais feliz quando descubro um pedacinho novo para eu admirar.

Por isso, estou sempre com minha máquina fotográfica na bolsa, para registrar todas as maravilhas dessa cidade, que é abençoada por natureza. :-)
Posted by Picasa

quinta-feira, março 11, 2010

Situação inusitada...

(foto: arquivo/Diário S. Paulo)


Hoje vi uma situação muito inusitada. Aliás, vi a mesma cena por duas vezes no mesmo dia. Se presenciar uma vez já é muito estranho, imagina duas... É quase como ganhar na loteria :-)
Vamos aos fatos. Estava na calçada de uma rua na Tijuca, esperando o sinal fechar para atravessar. Daí a pouco escuto uma sirene: inhôm, inhôm, inhôm... (deve ser essa a onomatopéia :D) Era uma ambulância.
O sinal fechou, mas esperei a ambulância passar para começar a atravessar a rua. E o que eu vejo? A médica que estava no banco da frente lixando as unhas dentro da ambulância...
Andando mais um pouco,vejo um ônibus parado e a tal médica atendendo um passageiro que tinha passado mal.
Peguei meu carro que estava estacionado perto desse local e segui na direção da minha casa, que fica perto do Hospital do Andaraí.
Quando estava chegando, parei num sinal e escuto novamente: inhôm, inhôm, inhôm. Olhei pelo retrovisor para dar passagem para a ambulância e adivinhem? Exatamente a mesma médica lixando as unhas...
Daí fiquei pensando: uma pessoa quase morrendo lá atrás na ambulância e a médica nem aí. Não sei se foi muita sorte ou muito azar ver essa situação tantas vezes, em alguns minutos de intervalo.
Posted by Picasa

terça-feira, março 09, 2010

Missão: procurar emprego


Há muito tempo não precisava passar por essa missão. Nem me lembrava mais quão chata ela é.

Da última vez que participei desse processo, ainda tinha que comprar vários jornais, ler todos aqueles anúncios publicados nos classificados e escritos com letras quase microscópicas, sair batendo nas portas das empresas com calhamaços de currículos impressos em impressoras matriciais... Tudo bem. Já sei que estou ficando meio velha. Não ligo.

Agora tudo mudou. Conseguimos ver as milhares de ofertas pesquisando em alguns sites na internet, milhares de blogs, twitters e afins.

Bom por um lado e ruim por outro. Ao mesmo tempo que a tecnologia nos trás muitas facilidades, por outro, acabamos nos deparando com empresas não muito idôneas no mercado, ofertas de falsos empregos, enfim.

O problema desses “tempos modernos” é que a gente parece envolvido em uma sopa de letrinhas. São tantas siglas e exigências para as vagas, que temos a sensação que nenhuma delas se adequará ao nosso perfil. São horas e horas de procura, dias seguidos, semanas, as vezes meses conectados a internet e nada...

Apesar de toda essa transformação, uma coisa não mudou daqueles antigos tempos para cá. O fato é que se não temos uma boa rede de relacionamentos, as vagas oferecidas parecem estar há muitos quilômetros de distância de você...

Então, o negócio é tentar manter seus contatos e conhecidos sempre por perto. Você nunca sabe quando vai precisar deles para te dar uma forcinha na missão quase impossível que é procurar emprego.
Posted by Picasa

quarta-feira, março 03, 2010

Histórias de uma carioca que foi morar numa cidade-roça com projeção internacional – parte I - O Correio

Há três anos me mudei do Rio de Janeiro para trabalhar no restaurante que meus irmãos estavam abrindo nesse lugar.

Deixei todas as correspondências no endereço da minha mãe, no Rio, exceto uma: a conta de celular que estava em meu nome, mas era meu irmão quem usava a linha.

Depois de meses que já estava lá, a conta nunca chegava e então resolvi perguntar para o carteiro que entregava as correspondências no restaurante o que poderia estar acontecendo.

Segue o diálogo entre mim e o carteiro:

Eu: - tudo bem? É você quem entrega as correspondências na área da Baía Formosa? (região onde morava)

Carteiro: - não senhora. Nós não entregamos correspondências lá.

Eu: - como assim não entregam correspondências lá? Você quer dizer que não é você, mas outro carteiro?

Carteiro: - não. Nós não entregamos mesmo. Nós só entregamos cartas e encomendas do pórtico pra cá (referindo-se da entrada da cidade até o centro). Do pórtico pra lá, a gente não entrega.

Eu: - e como eu faço para receber minhas cartas?

Carteiro: - a senhora tem que ir buscar lá no centro de distribuição da Rasa. (isso quer dizer quase 10 km de distância da minha casa....)

Eu: - ah tá. Obrigada. (agradeci sem acreditar que nos dias de hoje os correios ainda não fazem entregas em todos os lugares.)

Me lembrei de uma coisa... Vocês devem estar curiosos para saber o lugar. O nome da cidade é Armação dos Búzios, ou simplesmente Búzios para os mais íntimos. Isso mesmo. É aquela cidade que aparece na novela das 8h...

Conclusão da história: Búzios é quase igual a Favela da Rocinha no quesito correios. A diferença é que lá os carteiros entregam as correspondências num centro comunitário e os próprios moradores se encarregam da distribuição das cartas. Em Búzios, temos que nos deslocar 20 km para ir buscá-las....
Posted by Picasa